Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Os Escolhidos - Autor Adriano Siqueira

Já se perguntou porquê algumas personalidades morrem de forma estranha?
Saiba agora o que os vampiros podem fazer.



Estava assistindo TV. Acionei a tecla Caption, assim enquanto assistia a programação, as legendas detalhadas apareciam abaixo Por exemplo, quando a pessoa espirra na novela, embaixo se lê “espirro” e assim vai. É uma nova tecnologia para os surdos. Até que a mensagem seja direcionada apenas para você, através de uma interferência no canal... CV – CONTATO - Essa era a senha do pessoal que me contratava para localizar as pessoas que eles chamavam de “escolhidos”.
Contatei um dos membros para me passar os dados que eu precisava. Desta vez, ele queria que o nosso encontro fosse no centro onde estavam produzindo um filme sobre vampiros.
Meu contato era bem direto. Ele olhou para a atriz e apontou diretamente para ela.
— Alexia! — Ele disse. Um lindo nome… Não o culpo por desejá-la, mas sinceramente duvido que ele a queira para si… Não da forma normal, como eu já vira nas minhas longas caminhadas de detetive particular.
Ele a queria e eu devia fazer de tudo para levá-la até ele. Como eu disse… Estava lá para fazer o meu trabalho. Eu vivo disso. Mesmo sabendo que ela sumirá como os outros.
Ele partiu… E quando isso acontece, posso garantir que, cinqüenta mil, já estarão em minha conta e os outros cinqüenta, depois de entregar a moça. O jogo já começou. Eu me aproximo rapidamente.
— Alexia… Espere!
— Quem é você?
— Alguém que sabe o motivo dos seus sonhos. Parece que finalmente você conquistará o que deseja. Meu nome é Fabio Mota e sou detetive.
— O que sabe sobre os meus sonhos?
— Sei que deseja ser uma vampira. Por isso está aqui fazendo este filme.
— Sim! É verdade. Este é o meu maior desejo e sinto que toda noite sou chamada. Mesmo assim nunca contei isso para ninguém. Como sabe?
— Eles me enviaram! Você é a escolhida Alexia! Precisa ser rápida, pois em breve esse mundo não servirá mais para os seus propósitos.
— Venha comigo Fábio… Temos muito que falar, mas primeiro preciso fazer minha última cena do filme.

A vampira espiã Lúmina estava a 160 km por hora. Sua moto estava sendo perseguida por dois carros velozes, e os capangas estavam muito bem armados com metralhadoras. A estrada não iria demorar a acabar. Ela tira o capacete para ter um campo de visão mais amplo. Um dos carros aproxima-se e ela não perde tempo. Fica em pé e joga seu corpo para trás, dando uma cambalhota e caindo perfeitamente no capô do carro dos homens que a perseguiam. Ela abre um compartimento dentro da sua pulseira e retira um alfinete, prendendo na borracha da porta do motorista. Enquanto os assassinos tentam derrubá-la de cima do carro com vários tiros, Lúmina pula novamente para a moto acelerando mais, até que o carro finalmente explode por causa da nitroglicerina que estava no alfinete deliberadamente ativada pelo controle remoto instalado na moto.
O outro carro desvia da explosão e permanece em sua captura. Os tiros atingem o pneu da sua moto que se desequilibra. Lúmina perde a esperança de permanecer na moto e salta, rolando pelo chão várias vezes. O carro vem em sua direção. Ela corre em direção ao carro e pula, tocando apenas duas vezes no carro, ela toma a arma de um dos atiradores e quando seus pés tocam no chão ela mira nos pneus e atira. Lúmina consegue atingir os pneus do carro que pega fogo em seguida fazendo-o sair da estrada, explodindo logo em seguida.

— Corta!!!! Foi perfeito! Foi ótimo! Vamos nos reunir e comemorar!
Sem dúvida que foi. Afinal, ela era profissional Fez muitas séries de aventuras com a personagem Lúmina e sabia que, para um filme no cinema, tinha que ser a melhor no seu papel de vampira espiã. Mas ela não iria comemorar, naquela noite, ela estava com outros planos.

Local: Restaurante Luna de Capri – Centro.

— Fábio. Conte-me tudo… Quando eles irão me buscar? Como vai ser?
Antes de começar a falar eu limpei a boca logo depois de tomar um gole daquele maravilhoso vinho. Olhei profundamente para aqueles olhos negros. Respirei fundo e comecei o meu discurso.
— Você está mesmo empolgada para estar ao lado deles, não é? Bom. Eu não duvido. Muitos estão por lá. Bem ao lado deles. Alguns nem são vampiros. São como eu. Humanos contratados. É um emprego seguro, já que eles não dão a mínima para dinheiro e me pagam muito bem para pequenos casos, mas o seu caso é o maior que já peguei.
Dei uma respirada e acendi um cigarro, olhei para os lados e depois de me certificar que era realmente seguro para falar, eu me abri com ela.
— Normalmente eles me pagam para procurar alguns humanos para ajudá-los e a fila é grande. Mas eles são escolhidos a dedo. Muitos deles eu encontro em casas noturnas, em conjuntos de rock... até mesmo alguns artistas que ficam na Praça da República vendendo quadros. Os vampiros adoram toda a forma de arte. Os humanos morrem, mas suas obras ficam e… Pode acreditar! Eles cuidam muito bem delas.
Paro de falar de repente, pois um dos garçons me traz um cinzeiro... Eu olho novamente para Alexia e seguro sua mão, ela tem um olhar encantador.
— Aléxia escute. A forma como eles usam para tirá-la deste mundo é através de acidentes.
— Acidentes? Como assim Fábio?
— Bom… Não é a primeira vez que eles escolhem atores, pelo contrário. A maioria dos escolhidos são pessoas da mídia e principalmente atores que interpretaram vampiros. Parte dos escolhidos. Houve outros atores… Bem conhecidos.
— Continue… Estou curiosa!
— Em 71 eles pegaram a Soledad Miranda!
— Minha nossa! A atriz do Vampyros Lesbos…
— Isso mesmo… Um ano após o filme. Simularam um acidente de carro.
— E Teve mais?
— Sim! Mark Frankel… do seriado Kindred - Irmãos de Sangue… Em 96 com um acidente de moto simulado.
— Pare com isso! Logo vai dizer que a Aaliyah também foi escolhida.
— Acidente com helicópteros, esses são mais difíceis, mas foi muito bem planejados. A propósito. Michael Jackson se parecia muito com Michael Morbius, personagem da Marvel Comics sabia?
— Mas… Mas então como acontecerá comigo? Como saberei?
— Depende de você Alexia. Você quer mesmo fazer parte dos escolhidos? Quer jogar a sua vida fora enquanto seu filme passa nas telas?
— Fábio! Por favor! São muitas perguntas em pouco tempo… Eu... eu ainda não sei se devo.
Alexia segura forte a minha mão. Eu percebo que ela está com muito medo. Sei que é uma decisão difícil e devo tratar este assunto com muita calma.
— Alexia… Sei que é o seu sonho ser um deles… Sei também que você tem uma vida maravilhosa como atriz… Seja lá qual for a sua decisão… Preste atenção! Não haverá mais volta… Será uma morta-viva para o resto da eternidade e não pense que será tratada com glamour, pois os vampiros são todos iguais.
Alexia me olha. Seus olhos estavam lacrimejando. Ela se levanta e sai correndo do restaurante. Entra no carro e acelera sem rumo. Saio correndo ao seu encalço e vejo o carro dela saindo rapidamente e logo atrás uma sombra persegue o carro.
Eu sei que não deveria ajudá-la. Sei que meu trabalho acaba aqui e o resto é com eles. Eu sei... Mas que diabos! E se ela não quer isso? Estou falando demais... Eu não sou pago para isso.
Alexia passa por muitas ruas em alta velocidade. A sombra agora está sobre o carro. Ela leva um susto ao ver que alguém aparece voando e passa para frente do carro.
O vampiro fica olhando para ela... Flutuando e olhando atentamente para Alexia.
Ela grita! Pede para ele sumir, mas o vampiro faz um sinal para ela vir para os seus braços.
— Não! Afaste-se! Eu não quero… Não assim.
Com apenas um golpe de ar o vampiro quebra o vidro da frente do carro deixando-a em pânico. Ela perde a direção.
Eu apareço com o meu carro, bem na hora. Tento controlar seu carro com o meu e consigo fazer com que se mantenha na pista. Pego a minha arma e atiro várias vezes no vampiro, mas é em vão. Ele me olha como se eu fosse um traidor. Talvez ele esteja certo. Gesticula para que eu fique quieto... Em silêncio.
Quando ele coloca seus pés no carro da Alexia eu vejo a minha chance. Jogo meu carro na direção deles forçando o carro dela sair da estrada. O carro bate na árvore e os galhos atravessam o vampiro. Ele grita! Jura que seus irmãos o vingarão e eu não duvido dele.
Corro para retirar Alexia do carro, ela estava sem sentidos, mas estava bem. Sigo de volta a estrada e enquanto a carrego deixo o amanhã para depois... Agora só desejo tê-la em meus braços.

Autor Adriano Siqueira
siqueira.adriano@gmail.com

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Descobertas - por Adriano Siqueira






Era para ser uma noite comum. Deveria. Mas quando conhecemos amigos vampiros. Nada, nada é comum.

Quando encontrei meu amigo no evento ele estava tremendo. Seus olhos estavam queimando de muito desejo por sangue. Eu tinha que tirá-lo de lá. E rápido. Aproveitei que estava escuro. As pessoas olhavam o telão prestando atenção no palestrante. Carreguei ele como eu podia. Foi quando a vi. Antes que eu pudesse dizer algo. Ela me ajudou a carrega-lo para fora. Eu achei estranho. era como se ela conhecia os vampiros. Eu disse sussurando.

- Ele precisa sair daqui ouvai atacar a todos.

Ela retira um vidro de sangue da bolsa e dá para meu amigo tomar. Eu a olhei procurando saber mais sobre ela, mas ela não deixava eu descobrir.

- Agora não era a hora.

- Como sabia que meu amigo precisava de sangue?

- Dá mesma maneira que eu sabia que você era o melhor.

- Não sou o melhor apenas faço meu trabalho.

Olhei para meu amigo ele estava se recompondo. Olhei pra ela. Loira, sorridente, linda, mas eu tinha muitas perguntas.

- Quero saber o que você é e como sabe deles. Dos vampiros!

- Não importa... Seu amigo agora está bem. Vamos dar uma volta.

Nós tres descemos a escada rolante e fomos para um bar ali perto.

Conversamos e tentei conhece-la mais. Meu amigo dizia:

- Não se importe... Ela me salvou não é? É isso que importa!

- Quero saber se você também é vampira.

Ela se aproximou de mim. olhou bem no fundo dos meus olhos e disse...

- E se eu for?

- Eu vou embora. Não quero conhecer mais vampiros. Já tenho problemas demais.

Ela segurou a minha mão e beijou... lambeu entre meus dedos. colocou a minha mão em sua face.

- Sinta isso! Sou quente não sou? Vampiros não tem a pele quente. - Me toque.

Ela puxou a minha mão mais para perto dela. Meu amigo ria.

- Cuidado heim! Ela pode te morder!

Eu puxei a minha mão. Ela riu.

- Deixe que eu cuido dele. Afinal ele quer saber se sou uma vampira.

- Eu acho que você não é. Não aparenta ser.

Eu olhei para o garçom e pedi para que ele viesse a mesa. Quando olhei para o lado A mulher havia sumido. Quando olhei para o garçom novamente ela estava bem na frente. com os caninos afiados pronto para me morder. Mas ao inves de fazer isso ela me beijou. Um beijo demorado...

Meu amigo vampiro ria.

- Acho que ela gostou de você.

- Enquanto a beijava eu dizia... É... Verdade... Ela é linda!

- É uma vampira sim! Acho que vocês deveriam se conhecerem melhor.

- E você esta bem?

- Eu sou um vampiro sempre estou bem!

Com isso meu amigo se levantou e foi embora. Me deixando com ela. Era gostoso tê-la ao meu lado me beijando, me possuindo, mesmo assim eu ainda estava com medo.

- Não precisa ter medo - Ela dizia. Não vou fazer nada que não queira.

um homem apareceu e pediu fogo. uma, duas, três vezes. Até que ela olho para ele e disse:

- Está bem aqui!

Ela quebrou o pescoço dele e mordeu violentamente.

Eu me afastava da cadeira tentando entender mas quando percebi o corpo daquele homem já estava no chão! As pessoas em volta gritavam apavoradas.

Ela havia sumido.

O garçom passa e pergunta o que aconteceu e eu respondi.



- Minha cerveja acabou e ela nem me disse o seu nome.






Domingo, 28 de Junho de 2009

SAÍDA PELA ESQUERDA - por Adriano Siqueira




— Preciso ir! - Claudinei dizia olhando para o relógio e para a porta.
— Mas ainda não amanheceu! - Bibiana estava agarrando ele pelos braços e tentando dar-lhe um beijo.
— Você não entende, eu nunca passeio de dia... Eu sou diferente!
— Todo mundo diz isso! Deixa disso e fica um pouco mais comigo! Ainda faltam alguns minutos para amanhecer e ficamos aqui no meu apartamento apenas duas horas! Vai com calma, tá bem?
— Não dá! Olha! Eu já te dei meu telefone, meu e-mail e meu msn. Agora tenho mesmo que ir. Então me dê um beijo e a gente se vê a noite. Desculpe-me, mas eu realmente não posso ficar... Quem manda gostar de homens que se vestem de preto e que freqüentam casas noturnas. - Ele sorri, tocando no rosto dela.
— É uma pena que vai embora. Vou sentir sua falta. Gostei mesmo do seu jeito. Ligue-me está bem?
Bibiana beijou seus lábios e ele saiu correndo. Quando ela fechou a porta, ouviu um grito...
Claudinei batia na porta, rindo muito. Como se ele tivesse ganhado na loteria.
Ela abre a porta e o vêde costas para a porta, apontando para o sol...
— Veja... O sol apareceu... E eu não estou morto. Não morri queimado. Estou vivo! Inteiro! Eu... Argh...
O barulho do pescoço quebrado não é ouvido pela vizinhança.
Ela o arrasta para dentro e empurra a porta.
Porém, antes de fechá-la, ela morde o pescoço dele.

Autor: Adriano Siqueira - siqueira.adriano@gmail.com

Domingo, 21 de Junho de 2009

Noite sem fim - por Adriano Siqueira



Já estava na hora de ir. Arrumei a minha gravata e coloquei meu terno. Eu prefiro trabalhar à noite gosto de usar o dia para fazer as minhas coisas. Além disso, não gosto de acordar cedo.

Beijei o meu amor que já estava deitada.

- Boa noite amor!
- Boa noite querido... Não esqueça de trancar a porta.

5 horas mais tarde.
- Finalmente querida! Estou em casa!
Quando vi o rastro de sangue pela casa me apavorei. Corri para o quarto e vi o corpo da minha amada jogado na cama com a cabeça na beirada e pescoço completamente destroçado.
Que criatura poderia fazer isso com alguém? Eu a peguei no colo e gritei desesperado por ajuda foi quando vi um vulto na janela e corri para ver quem era mas não havia ninguém. Apenas um morcego que voava para outro prédio.
Novamente eu segurei meu amor e por alguns instantes eu vi os seus olhos abrirem. Eles estavam bem abertos e eu me apavorei. Será que ela ainda estava viva? Lucy? Lucy olha pra mim!
Ela olho mas não como eu esperava. O seu rosto estava carregado de ódio e raiva. Suas mãos me arranhavam para me agarrar eu lutei muito para sair do seu abraço. Quando vi os dentes salientes e pontiagudos fiquei desesperado. Ela havia se transformado em um monstro. Um demônio.
Corri para o banheiro e me tranquei lá. A porta recebia todo o impacto do seu corpo. Eu escutava seus berros e as suas unhas rasgando a porta como papel.
Tinha que pensar rápido. Procurei tudo que eu podia usar como arma no banheiro. Achei uma escova de limpar as costas. O seu cabo era de madeira então o quebrei e logo em seguida arranquei a cortina do box e coloquei na frente da porta. Arranquei os fios de 220 volts do chuveiro e puxei até o chão. Iiguei o chuveiro a água entrou em contato com os fios.
Lucy consegue arrebentar a porta mas se enrosca na cortina que a faz desequilibrar e cai na na água eletrizada pelos fosse recebe um choque. Antes que ela pudesse se levantar eu enfiei a madeira até atravessar o seu peito.
Seu corpo chamuscava e sentei no chão exausto. Faltavam apenas alguns minutos para amanhecer. Olhei para as minhas mãos, elas estavam cheias de sangue e tremiam muito.
Meu amor foi embora mas pelo menos o monstro não existe mais.
Exausto, eu andei como pude para a cama e me cobri para acabar com a tremedeira.
Foi quando eu ouvi uma voz bem perto da minha cabeça.

- Finalmente o seu marido foi embora e agora podemos terminar o que começamos.

Sábado, 13 de Junho de 2009

A volta do principe - por Adriano Siqueira




Aquele castelo, a floresta, os cavalos e os lobos viviam em harmonia! A floresta noturna, aquela névoa que abraçava as árvores como se estivessem amando! Debby conseguia ver mulheres desenhadas nas formas daquela névoa. As árvores brincavam com o vento, os lobos faziam a música e tudo dançava em volta da Debby!
Ela sempre ficava naquela janela esperando seu príncipe chegar. E lá estava ele, chegando em seu cavalo negro, com sua armadura negra (para que seus inimigos não vissem o sangue, caso ele fosse atingido) e sua espada em punho cheia de sangue com um pano branco levantado em sua ponta. Era a forma que ele usava para dizer que lutou por Debby e venceu por Debby!
Como sempre, ela saía em disparada da janela para encontrá-lo na porta do castelo e juntos completar aquela noite maravilhosa!
- Os guerreiros estão crescendo, Milady. Agora eles atacam aos bandos, logo estarão aqui!
Príncipe Ryan era seu nome e sua voz era forte e sempre sabia o que fazer. Debby sempre ouvia o príncipe, atenta a todos os detalhes, pois ele, mesmo amando-a, não gostava de repetir!
- Meu amado, não seria melhor fugirmos daqui?
- Nunca... Aqueles porcos não gostam da gente por sermos vampiros! Eles querem nos destruir por causa da nossa natureza e não importa para eles se apenas atacamos animais, eles querem a nossa morte, pois somos os únicos desta região. Eles ameaçam nossa moradia e você, minha amada! Cortarei a cabeça deles um por um, até aprenderem a respeitar minha moradia e minha princesa!
- Suas palavras são tão fortes meu príncipe, mas venha, você precisa de um banho.
O lenço branco com um pouco de sangue caiu. Debby pegou o lenço e viu que possuía umas iniciais - D.M.
- Príncipe? O que essas iniciais significam?
- Oh, Milady! Gostaria que não tivesse visto...
Sem que o príncipe terminasse a explicação, vários soldados em cavalos com tochas apareceram por toda a floresta.
- Queimem os vampiros!
Rapidamente o Príncipe Ryan pega sua espada e olha seco para Debby:
- Vá para a janela, Debby, e leve este lenço! Isso salvará nosso mundo.
Chorando, Debby sabia que não podia fazer nada. Seu príncipe resistia facilmente aos ataques dos soldados, mas não duraria muito. Correndo e chorando pelas escadas ela olhava aquele lenço branco... Afinal, aquele lenço era mágico? Pela janela, ela via a batalha. Vários soldados já estavam no chão mortos e ele segurava um para pegar seu sangue e deixá-lo mais forte. Mas ele também sangrava. Debby não agüentava ver aquela cena. Não poderia acabar assim.
- O lenço, Debby, eu te amo!
Chorando, ela coloca o lenço em seu rosto tentando esconder de seus olhos a dor da batalha. Mas a névoa que estava lá começou a encobrir toda a batalha e o som das espadas e ossos quebrados estavam ficando cada vez mais longe. O castelo foi completamente invadido pela névoa, apenas os lobos chorando eram ouvidos.
- Acorde, Debby!
Ela ainda chorava e seu marido a abraçou. Onde está Ryan ? Era tão real...
O marido leva Debby para a janela e ela olha para uma árvore e vê uma pequena névoa em torno dela...
O lenço ainda estava em suas mãos e agora, as iniciais faziam sentido! D. era ela, Debby, e M. de seu marido, Moacir.
A realidade é o único sonho que não temos.


O beijo das Sombras - Livro


Uma boa indicação de livro é "O Beijo das Sombras" da editora Nova Fronteira e foi escrito pela autora Richelle Mead


Lissa é a princesa de um clã muito importante. Sua melhor amiga Rose é uma dampira e tem como missão se tornar guardiã da amiga. Há dois anos elas estão fugindo, mas agora foram capturadas e estão sendo levadas à força para a escola de vampiros São Vladimir — justamente o lugar onde elas mais estão em perigo.




Um bom livro para quem gosta de ação e suspense sobre vampiros

O livro é narrado pela Rose a dampira.




visitem o site.


abraços

Adriano Siqueira


Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

O Carro Maldito - por Adriano Siqueira


Relato sobre vampiros
Diario do Luney - 1994

Dez anos após a Rose, minha ex-namorada, desaparecer inexplicavelmente, minha vida tinha seguido um novo caminho. O sobrenatural. Minhas fixações eram livros que falavam sobre o oculto. Meus contatos com os amigos eram superficiais.
Tornei-me sombrio e cada vez mais solitário. O ano de 1994 estava sendo pesado.
Com a morte de Kurt e Airton, previa-se que este ano os rachas e o rock estavam em perigo. Sentia que alguma coisa terrível estava para acontecer e esses fatos só me deixavam mais certo disso.
A era dos computadores havia chegado. Eu estava tendo aulas sobre Clipper e Dbase. Tinha acabado de comprar um 386 e como a tela era VGA e eu não tinha mais dinheiro para investir em meu novo PC. Só me restava mesmo acessar a BBS, para fazer downloads de imagens em Gif e pequenos jogos, como Stunts e Indy. Minha paixão por corridas ainda permanecia.
O Sujeira, meu amigo, estava também ligado ao ocultismo e sua ajuda era muito bem-vinda quando eu tinha dúvidas. Foi ele que me indicou uma religião que falava com Óvnis e foi lá que conheci uma mulher que iria marcar novamente minha vida.
Enquanto eu e o Sujeira fazíamos uma análise sobre os freqüentadores daquela religião, um carro parou na frente da casa onde o pessoal se reunia. Um Opala SS de duas portas coupé, preto, com a carroceria inclinada, que tinha estampado um desenho de uma teia. Fiquei babando. Aquele carro era lindo. Desci as escadas cambaleando. Quando toquei no carro, a porta se abriu, e um mulherão de 1,70 de altura, com cabelos negros e uma roupa que parecia ser da Natasha, personagem da novela Vamp, desceu. Ela olhou para mim como se eu fosse seu próximo lanche
noturno.
— O nome do carro é Viúva Negra. Quer saber por quê?
— N... nã... Não!
Meu nome é Sandra, mas pode me chamar de Lótus... Black Lótus.
— O meu é Bond... Mas pode me chamar de Luney.
— Vai ver ele não tratou das mulheres como deveria.
— É... Vai ver.
Dei um sorriso, pois fiquei encantado com suas respostas rápidas. Afinal, não era todo mundo que conhecia James Bond - até então, seu último filme tinha sido em 1989.
Sandra havia acabado de retornar dos EUA e parecia ter uma experiência com o oculto, maior do que a minha e a do Sujeira. Aliás, o Sujeira estava desconfiado dela. Afinal, o que uma garota como ela fazia por ali?
Naquela noite, quando fomos embora, vimos o carro dela a duas quadras dali, e ela estava com um dos caras da tal religião que estávamos analisando. Eles se abraçaram e foram embora no carro.
No dia seguinte, o cara que vimos com Sandra não apareceu, porém ela estava lá novamente. Perguntei sobre o cara, mas ela foi muito direta quando me disse que ele já era grandinho e que tinha escolhido um outro caminho pra seguir.
Novamente, quando fomos embora, encontrei ela com outra pessoa, uma mulher da mesma religião que, mais uma vez, também desapareceu.
No outro dia, Sandra estava lá.
Isso tinha que acabar. Corri em sua direção e antes dela entrar na casa, segurei-a pelos braços e disse:
— Sandra, já chega! Duas pessoas estão desaparecidas e penso em contar à polícia sobre tudo isso.
— Não seja bobo, Luney. Jamais achariam os corpos. Se quer realmente saber onde estão, por que não entra no carro para conversarmos?
Enquanto ela me levava para longe dali, eu tentava entender o que se passava.
— Sandra, eu gostei de você. Quero ser seu amigo. Talvez tudo seja uma coincidência. Eu também sou sozinho e quero alguém comigo. Alguém como você.
— Você não iria me querer, Luney. Eu... Eu estou presa ao mundo, ao carro.
— Oras! Eu também gosto de carros e sei como é gostoso ficar dentro dele, participar do mundo, como na série Supermáquina.
— Isto não é uma série, Luney. Veja isso.
Ela levantou a manga de um dos braços e fiquei em choque... Existia uma agulha enfiada nela e ligada ao tubo, que ia diretamente para o volante. Ligados como num pacto.
- Mas que diabo é isso?
- O carro precisa de sangue, Luney. Sangue ao invés de gasolina. E se eu não encontrar pessoas para alimentá-lo eu morro aqui, entendeu agora?
Fiquei louco de raiva e de medo, pois sabia que se ela estava contando isso, era porque eu seria o próximo. Foi quando vi vários carros cercando a gente.
— Saiam do carro! Mãos para cima!
Pela primeira vez, fiquei feliz em ver a polícia.
Sujeira saiu de um dos carros e disse:
— Luney! Esqueci de dizer que temos um amigo que agora trabalha na polícia.
Nisso, um policial bate nas minhas costas e fala:
— Não me conhece mais?
— Babu? Cara, desde quando você é policial?
— Desde do desaparecimento da Rose! Este caso ainda não saiu da minha cabeça!
Enquanto eu falava com o Babu os outros policiais pediram para Sandra abrir o porta-malas. Ela estava chorando muito e dizendo que iria morrer.
Quando os policiais abriram o porta-malas, uma enxurrada de sangue se lançou sobre eles. Isso fez com que se afastassem. Foi quando o carro ligou e começou a acelerar sozinho.
Rapidamente Sandra entrou no carro e, em segundos, ambos sumiram de vista.
Logo em seguida ouvimos uma derrapada e uma batida. Entramos no carro de polícia e fomos até o local.
Nunca vou me esquecer daquela cena. O Viúva Negra estava preso entre duas árvores, bastante amassado. Sandra tentava sair, mas estava presa aos tubos que saíam do carro. Fui até lá e peguei a sua mão.
— Ajude-me! Por favor!
A porta do carro abriu e me jogou longe, enquanto a polícia me ajudava a levantar, ouvíamos os gritos de Sandra, o carro acelerava, mas estava preso, até que finalmente o motor parou e a porta abriu.
O corpo de Sandra estava completamente sem sangue.
Não havia mais nada que eu pudesse fazer. Só avisar para tomarem cuidado quando removerem com o guincho... Se ele se alimentar novamente...
Talvez não tenhamos a mesma sorte.