segunda-feira, 28 de julho de 2014

Meu querido Caçador - Parte 1



Meu Querido Caçador

Meu nome é Roberto. Aparento ter 32 anos, mas minha idade vampírica é de 82 anos. Sou um vampiro novo perto dos outros que chegam a ter mais de quinhentos anos. Meus cabelos são pretos e tenho a pele bem morena. Meus olhos são verdes e messo 1,65. Tenho dez quilos a mais do meu peso e não tenho o braço esquerdo. Foi cortado em uma batalha com um caçador.
Costumo andar pelo Centro de São Paulo. Estou sempre nas ruas São Bento, 15 de novembro e a Rua Direita. As vezes fico sentado bem perto da Faculdade de Direito. Esperando alguns humanos que me dão sangue por eles mesmos, sem ter que rouba-los ou mesmo sem usar a violência. Eu sempre faço muitas amizades. Raramente luto ou entro em brigas. Gosto de conversar. Muitas moças e rapazes me oferecem sangue em troca de uma boa conversa ou amizade. Acho que o mundo está muito solitário. As pessoas não se conversam mais pessoalmente, apenas por celular nas redes sociais. A insegurança deixou a humanidade solitária.
Neste momento estou na Avenida São João esperando meu caçador. Todo o vampiro tem alguém que o persegue. Todo o vampiro tem um "Admirador Secreto" que quer leva-lo para o inferno.
Este caçador tem me perseguido por mais de 15 anos. Eu e ele somos tão organizados, tão metódicos que marcamos encontros para duelar. Ele também não costuma lutar. Não foi ele que tirou meu braço. Quando fui transformado em vampiro eu já não tinha o braço. Ele foi arrancado por um acidente de automóvel.
Eu e o meu caçador (ele se chama Angelo) já lutamos juntos, geralmente para acabar com as drogas e violência aqui no Centro. Sempre prometíamos que dá próxima vez seria a última e sempre acontecia algo que nos afastava.
Sinto a presença dele. Talvez ele ache que pode me pegar de surpresa. Olho para os lados. Não o vejo. então eu me agacho um pouco e salto três metros para cima e alcanço uma sacada do prédio.
Escuto alguns barulhos de metal e vejo pequenas luzes do outro lado da avenida. Eram fechas sendo disparadas em muitas quantidades. Tento me afastar e desviar de todas mas três me atingem em cheio. Corro e olho em todas as direções enquanto arranco dolorosamente as fechas que me atingiram. duas na perna esquerda e uma no meu ombro. As fechas queimam a minha mão quando eu as toco. Certamente Angelo deve tê-las embebido com óleo de alho. Mas eu precisava tirar pois queimavam muito meu corpo. Eu estava agora andando bem devagar. Consegui tirar duas felcas mas a do obro era impossível já que era o ombro direito e tinha que arrancar com a boca por não ter o braço esquerdo. O gosto do alho queimava a minha boca.
Vejo uma sombra... Era ele. Com seus quase dois metros de altura cabelo loiro e curto, cheio de músculos e de mau humor como sempre.
— Roberto você tem que sair desta cidade. Haverá uma guerra aqui. Não quero você por perto.
— Não ligo se eu morrer Angelo. Amo esta cidade Ninguém vai destruir minha cidade.
Angelo me agarra pelo pescoço e grita:
— É uma ordem. Tanto os vampiros quanto os caçadores querem a sua cabeça.
— Não.
Angelo me solta e logo em seguida arranca a flecha do meu ombro direito. Ele fecha os punhos e olha para os lado... logo em seguida ele se vira pra mim e argumenta apontando o dedo na minha cara:
— Vai ficar na minha casa que fica na Avenida Paulista, Não quero você por aqui até que tudo volte ao normal.
Eu respondi:
— Talvez fosse melhor acabar comigo aqui mesmo. Eu não sou um vampiro que luta para ter sangue como os outros. Eu gosto de conversar com as pessoas, gosto de viver entre elas, me sinto parte desta cidade.
Angelo interrompe:
— Você é diferente dos que caço. deve ser protegido pois muitos humanos admiram você. Sua popularidade é muito grande. Existem Redes sociais com grupos com seu nome. Você tem muitos fãs. Se algo acontecer com você a guerra não será só entre vampiros e caçadores mas a população também. por isso devo protege-lo. Mas se você for impulsivo eu amarro você entendeu?
— Na Cama Angelo?
— Não abuse da sua sorte Roberto.
Vejo Angelo tirar uma chave e um cartão do bolso. Era o endereço do apartamento na Paulista. Ele me olha e depois vira o rosto dizendo:
— Sem festinha no apartamento entendeu?
Angelo continua andando até o perder de vista.
Acho que estarei de ferias forçadas nestes dias.
Nada melhor do que fazer uma festa. Acho que ele não irá se importar.

Uma nova história tem início...



por: Adriano Siqueira


sábado, 26 de julho de 2014

A Lenda do Morcego Branco - O Pescador





- O Pescador - A lenda do morcego Branco

História de Adriano Siqueira - siqueira.adriano@gmail.com


Geraldo e Alcides eram amigos a muito tempo. Eles resolveram trazer o Lucas para pescar naquele rio. Eram bons para pescar e sabiam que Lucas jamais havia pescado. Seria ótimo contar para os seus amigos da escola que ele era mesmo um perdedor. Eles fizeram uma aposta com o Lucas para ver quem conseguia pescar mais peixes. Era comum naquela cidade que os jovens que pescavam mais peixes se tornavam grandes líderes de sua escola. Mas pescar à noite... Isso sim era um ato de coragem.
Geraldo olha para o rio e dá um sorriso e pergunta para o Lucas:
- Tem certeza que não quer desistir Lucas?
Lucas estava com a lanterna no chão e enquanto estava mexendo na sua mochila. Ele olha para o Geraldo...
- Não! Nunca! Se vocês já pescaram por aqui eu também posso!
Alcides olha para o Geraldo e dá um sorriso e todos começam, a armar as suas varas de pesca. Em poucos minutos os três estavam em silencio esperando o primeiro peixe quando de repente escutam um barulho. Lucas se assusta e deixa cair a sua vara no rio.
- Droga! Perdi a minha vara!
Geraldo e Alcides riem da situação do Lucas e comentam.
- Desista Lucas! Já é difícil ganhar da gente e agora que perdeu a sua vara podemos nos considerar vencedores.
- É isso mesmo Lucas! Você sempre será um perdedor!
Revoltado e olhando para a sua vara de pesca sendo levado pelo rio, Lucas responde:
- Eu não vou desistir! Vou pensar em outra maneira de pescar os peixes eu já volto.
- Peguei um! Peguei um! Geraldo gritava alegremente.
Lucas pega a sua lanterna e sai da beira do rio deixando os dois comemorando. Lucas anda pela floresta e fica falando sozinho.
- Eu nunca vou conseguir pescar os peixes. Eles têm razão! Sou mesmo um perdedor. O pessoal da escola vão rir de mim o ano todo! Para completar a minha namorada Marisa estava fazendo um bolo para comemorar a minha pesca. Tenho certeza que ela vai jogar ele na minha cara! Perdedor! Perdedor!
Lucas ouve novamente aquele barulho estranho e resolve investigar. Ele vai seguindo o barulho até chegar em um espinheiro enorme e ele finalmente vê um morcego branco preso bem no meio dele.
- Ah... Então foi você que me deu um susto... Eu deveria deixá-lo ai para sempre! Tem idéia do que você fez com a minha vida? Do que estou falando? Ele é apenas um morcego em apuros.
O morcego se debate tentando se livrar mas os espinhos estavam ferindo ainda mais o seu corpo. Lucas não agüenta ver a angustia do morcego. Ele tira a sua camisa e rasga em dois pedaços. Ele enrola um pedaço em cada mão, quebra alguns galhos, tira os que estavam prendendo o morcego. Ele pega o morcego e tira do espinheiro.
Lucas coloca o morcego no chão. O morcego se lambe um pouco e logo depois de recuperar as suas energias, finalmente sai voando.
Lucas dá um sorriso e diz:
- Pelo menos alguém se deu bem nesta história. É melhor voltar para o rio. Não vou conseguir pescar nada mesmo.
Quando Lucas chega no local onde os seus colegas estavam ele vê que cada um pegou cerca de dez peixes. Eles estavam rindo a toa e começaram a rir mais ainda quando viram que o Lucas havia chegado.
- Olha lá Alcides! O perdedor assistindo nossa conquista!
- É Geraldo! Vamos fazer um troféu de perdedor e pedir para as garotas mais lindas da escola entregar para o rapaz! Vamos tirar fotos e espalhar pela internet! Ele vai ficar famoso!
Furioso, Lucas responde:
- Pois podem parar de rir! Saibam que eu tenho um plano para pegar mais peixes que vocês! Mas para isso eu preciso ficar sozinho aqui na beira do rio!
Lucas disse isso para não ter que ficar ouvindo os seus colegas caçoando da sua cara até chegar em casa. Ele bem sabia que não tinha plano nenhum. Ele ficou assistindo os seus colegas arrumarem as suas coisas, Eles deixam um cesto para Lucas colocar os peixes e antes de partirem eles avisam que receberá o troféu de perdedor logo que chegar na escola pela manhã.
Lucas senta na beira do rio bem ao lado do cesto vazio e fica ali, pensando na sua derrota. Era humilhante demais. Ele não queria mais pertencer aquele mundo. Quando mais ele pensava em como seria amanhã mais ele queria acabar com a sua vida. Ficou pensando em se jogar no rio e acabar com tudo ali mesmo. Ele estava chorando. Lucas levanta e se prepara para mergulhar naquele rio frio. Ele sabia que não iria sobreviver, pois nem sabia nadar. Ele respira fundo e é surpreendido por uma voz feminina.
- Então acabou!
O coração de Lucas dispara. Ele liga a lanterna e fica procurando a pessoa que disse aquilo. Ele fica gritando... – Quem está ai? – Quem é você? - Apareça alma penada!
Aos poucos uma mulher aparece bem perto da beira do rio. Ela era bem pálida e usava um vestido branco. Seus lábios vermelhos mostravam claramente os seus dentes ponteagudos.
- Você é uma Vampira?
- Quem eu sou não importa! O que você vai fazer... Sim!
- O que eu vou fazer não é da sua conta! Você não sabe nada sobre a minha vida!
- Eu estou aqui faz um bom tempo. Eu ouvi o que seus colegas disseram. Vai ser um verdadeiro perdedor se continuar com esse seu plano insano.
- É minha vida! Faço dela o que eu quiser.
- Vocês humanos vivem colocando fantasias nas suas cabeças só para ficarem tristes. Acham que procurando a morte, encontram a salvação. Será que não entende que os problemas fazem parte da vida? Que eles aparecem para ser enfrentados.
Lucas abaixa a cabeça e diz:
- Eu não sei como vou resolver isso.
- Você já está resolvendo. Você está desabafando com alguém. E geralmente os problemas de alguns são fáceis para outros.
- Acha que pode resolver isso?
- Não completamente. Mas posso ajudar. Se quiser.
- Claro que quero! Mas... Mas o que vai querer em troca?
Ela sorri e se aproxima... Diz quase sussurrando:

- Um amigo!
A Vampira olha para as arvores e com apenas alguns gestos vários morcegos aparecem e ficam rodeando o rio. Aos poucos, eles vão mergulhando no rio. Cada morcego pega um peixe e joga no cesto de Lucas. Em poucos segundos os morcegos conseguem encher o cesto. Lucas fica impressionado com toda aquela cena. Seus olhos começam a lacrimejar. Ele olha para a vampira e diz:
- Foi mesmo tão fácil para você.
Ele a abraça... Os morcegos voltam para as arvores.
- Se você vier aqui uma vez por semana, os morcegos encherão o seu cesto e assim poderemos conversar. A floresta é um lugar muito solitário.
Lucas concorda. Dá outro abraço na vampira. Coloca o seu cesto nas costas e segue o seu caminho alegremente pois ele sabe que amanhã será um ótimo dia.
Enquanto Lucas se afasta da beira do rio a vampira se transforma novamente naquele morcego branco que ele salvou.
Autor Adriano Siqueira

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Dia 25 de Julho - Dia do Escritor - um pouco sobre minha história




Olá pessoal,

Hoje é o Dia do escritor e vou contar a minha história sobre como entrei nesta aventura de ser um contador de histórias até quando comecei a escrever livros.
Conheço muitos escritores que começaram bem cedo. Eu só comecei a escrever contos depois dos 31 anos. Antes eu criava histórias em quadrinhos com meu irmão e até fazia algumas sozinho. Coisa simples geralmente ligada a heróis pois eu adorava o tema afinal eu lia muitas histórias em quadrinhos e livros de espionagem e detetives.
Como eu apreciava também o terror, Vampiros, Demônios e Exorcistas comecei uma coleção bastante rica sobre o tema.
Foto que tirei em 2011 para o meu livro solo
chamado Adorável Noite.
Na década de oitenta não tínhamos internet mas tínhamos as revistas de rock e cinema como as revistas  Bizz e Cinemin e nelas tinha como se corresponder com os fãs e foi a época que mais troquei cartas por todo o Brasil. Trocávamos fotos de filmes de todos os tipos e as minhas coleções foram virando álbuns de recortes com muitos filmes e posteres.
Vampiros e terror estavam incluídos nestas coleções e o material ficava cada vez maior. Meu interesse por vampiros aumentou muito até que na década de noventa comecei a trabalhar com computadores e foi ai que consegui comprar o meu primeiro PC. Com o tempo aprendi a falar através rede por telefone e conheci muitas BBS´s e foi ai que conheci mais e mais pessoas para trocar ideias sobre vampiros.
Vampiros era em assunto muito em moda na década de noventa pois a Globo tinha criado a novela Vamp e logo em seguida no cinema vieram os filmes Drácula do Francis Ford Coppola e Entrevista com o Vampiro e também o surgimento do RPG Vampiro A Mascara e as séries de TV Buffy, Maldição Eterna e Irmãos de Sangue.
Foi em 1996 que arrisquei a escrever pequenos contos para envias aos grupos da BBS e foi então que a minha carreira de contista nasceu. Depois fiz um site para colocar meus contos e comecei a participar de vários encontros fora do computador para conhecer novos amigos.
Quando a internet chegou eu ja tinha muitos contos criados e continuei escrevendo até que idealizei um grupo para reunir muitos leitores e também outros escritores até que em 2001 criei o Fanzine Adorável Noite para divulgar os contos da internet e com o sucesso obtive muita divulgação através da coleção de vampiros e também do site Adorável Noite fui sendo mais conhecido.
Depois de participar de muitos jornais e fanzines com meus contos finalmente em 2007 fui chamado para participar do livro Amor Vampiro (uma antologia com 7 autores) e foi este meu primeiro livro.
Em 2008 foi lançado o livro Amor Vampiro.
Ao todo participei de 12 antologias e dois livros solo.
Acho que nada na vida da gente é fácil e tudo foi conquistado com muita luta.
Espero pode escrever mais e mais histórias pois gosto muito de criar e mostrar meus escritos para os meus fãs e amigos.

Foto de 1998, entre fitas cassetes, disquetes, computador 386
com tela preto e branco, segurando o Livro dos Vampiros
que tinha acabado de lançar nas livrarias. foto histórica.
Agradeço muito a força de todos vocês. Agradeço por comprar meus livros e por lerem os conto e curtas que produzo.

Obrigado também pelas visitas neste Blog. :-)

Abraços
Adriano Siqueira

Pra saber mais sobre meu trabalho clique neste link
http://contosdevampiroseterror.blogspot.com.br/search/label/Entrevistas










quarta-feira, 23 de julho de 2014

O Poder do vampiro



O Poder do vampiro

A primeira mordida dói muito.
É como se arrancasse o coração.

A segunda mordida
é só uma leve pontada...

E nas outras, você não
sente mais dor alguma.

E sem dor...
Seu medo desaparece.

E sem medo...
O homem torna-se superior e
O vampiro Torna-se

indestrutível.

por: Lord Dri

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Os brinquedos fazem parte do nosso mundo


Achei o Capitão América.


Passeando pela cidade

Bruce deixou a chave no carro \o/

O destino bate à sua porta

Foto com Flash


 Robin. Você arranhou o carro de novo?

Não sei onde foi parar o homem-aranha


Um novo abajur

Cena Clássica - Fortaleza da solidão




Cena clássica 

Isso é um trabalho para o... 

... Super Homem

A maldição do Cavaleiro



Cena Série Clássica Star Trek


Cuidado! Há um morcego na porta principal

Gatinho você viu o Coringa passar por aqui?

batcaverna


Bom Dia Batman - Boa Noite Super Homem

Vamos caçar vampiros!

Achei um martelo no meu sorvete.


Vamos economizar água \o/

Achamos o vampiro!

O importante é viajar \o/


Coleção e fotos Adriano Siqueira

domingo, 20 de julho de 2014

Haunted Beauty Vampire Barbie Doll by Barbie Collector - coleção Adriano Siqueira

Olá pessoal, segue mais fotos da Barbie Vampira da minha coleção de vampiros.  
Agora coloquei ela no caixãozinho para ficar mais linda ainda :-) 
Abraços 
Adriano Siqueira

Tem o anúncio em vídeo desta Barbie no link - https://www.youtube.com/watch?v=hvf6m5bAipI
















Tem o anúncio em vídeo desta Barbie no link - https://www.youtube.com/watch?v=hvf6m5bAipI

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